domingo, 28 de dezembro de 2014

Educação, Educação - Porque Pobreza

Um breve documentário de grande relevância sobre as consequências e formas de ser da educação mercantilizada. Reduzidas a ideologia de empresas em busca de lucros, universidades e faculdade ministram seus cursos como mercadorias de fácil consumo: cursos de baixa qualidade, facilmente "digeríveis" e com preços razoavelmente acessíveis (ou mesmo acessíveis com grande sacrifício, obrigando um endividamento grave), formam-se milhões de desempregados todos os anos na China.

No cenário brasileiro, a fusão entre Kroton e Anhanguera sinaliza tão preocupante tendência. Juntas, contarão com mais de um milhão de alunos e uma infraestrutura gigantesca típica dos grandes monopólios, uma das tendências clássicas do capitalismo.

Bastante simbólico o preciso comentário de um rapaz lá pelos 40 minutos. Segundo ele, na China parece ter sido esquecida a experiência comunista, haja vista hoje uns pisarem nos outros. A esperança novamente virá do vento-leste?




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Centro Popular de Estudos


"A Grande Revolução Cultural da China", pintura camponesa

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Um comentário:

  1. Amigo querido

    Impossível não ler suas palavras e não recordar das palavras de Benjamin: a tempestade que empurra o anjo da história é o que chamamos que progresso.
    Eis o grande impasse da “pós-modernidade”. O fim das utopias e das grandes narrativas históricas, geradoras de esperanças, ao sucumbirem no século XX, acabaram revelando aquilo que Benedict Anderson, na esteira de Walter Benjamin, denominou como um desesperador “tempo vazio homogêneo”
    Por isso devemos estar sempre em alerta, pois, como diria Walter Benjamin, o anjo da redenção pode estar por perto.​
    Como sobreviver?
    Por isso tento na medida do possível procuro fazer das salas de aulas onde atuo não templos, tampouco palanques ou palcos.
    São “quilombos”, "guetos", "catacumbas", espaços de resistência, espaços para a liberdade e respeito à diversidade.
    Solo onde a resistência às normas e às ideologias opressoras sempre terão espaço. Onde o direito à crítica e à liberdade de “ser” e existir são “sagradas”. E vão continuar assim até pelo menos eu estiver nelas.

    Um abraço no seu coração

    Jorge Miklos

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