1. ESTRUTURA POLÍTICO-JURÍDICA
1.1. Internacional
Neste período, destaca-se a eleição do Syrza na Grécia. Coligação de muitos partidos e tendências políticas gregas, inclusive tendências da direita, acompanhamos a análise do KKE, Partido Comunista Grego no sentido de que a coligação governista grega não vai muito além do que uma proposta socialdemocrata reformista. Certo é que a agenda do Syrza é bastante diferente das formas de gestão da crise propostas hegemonicamente: enquanto a maioria dos governos e economistas apostam na desregulamentação, o Sryza aposta em políticas públicas, inclusive muitas direcionadas ao lumpenproletariado.
Ainda, vale destacar a continuidade dos conflitos armados no leste ucraniano. Uma nova formatação das disputas interimperialistas está se dando, com nova ascensão russa e presença da influência alemã forte por toda Europa.
REFERÊNCIAS
1.2. Nacional
No Brasil, os últimos acontecimentos mais relevantes são o contínuo processo de desregulamentação trabalhista, assim como avanço da ideologia jurídica de opressão. Nesse sentido específico, o arquivamento do projeto de lei sobre criminalização da homofobia, considerando-se a forte presença de ideologia religiosa homofóbica e o devastador processo de mortandade da população homossexual e transexual.
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1.2.1. Aparelhos repressivos de Estado no Brasil
Ainda, destaques para a sempre crescente violência policial, tanto contra a classe trabalhadora, quanto contra os manifestantes das diferentes formas de luta.
Vale ressaltar que a violência policial atinge particularmente a juventude negra e pobre. E, ainda, em São Paulo foi desmascarada a velha prática policial de forjamento dos flagrantes: cometida arbitrariedade, muitas vezes o policial se vale de um verdadeiro "kit flagrante" (composto por arma fria, drogas e dinheiro) para incriminar injustamente. Movimentos sociais e organizações políticas há décadas sabem de tal prática - e informalmente se sabe nos meios oficiais da mesma prática. Agora, é manter-se ainda mais em alerta contra a violência estatal.
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2. ESTRUTURA ECONÔMICA
2.1. Internacional
Num universo gigantesco de questões a serem analisadas, concentramos esforços em alguns aspectos.
Inicialmente, a profundidade e o desenvolvimento da crise do capitalismo. Neste contexto, as feições da crise na China assumem natureza bastante específica e crucial para a compreensão da crise como um todo.
Outro fato importante é que a crise de recursos hídricos não afeta apenas o Brasil, em especial a região sudeste. Apresentamos artigos da mesma problemática na Europa e vizinhos latinoamericanos como o Chile.
Por fim, uma última observação. Ironia ou não (talvez não), o ex-presidente da República Lula é usado como exemplo do quanto as novas esquerdas latinoamericanas não são assim tão perigosas ao capitalismo. No caso grego, sendo um futuro governo provavelmente assemelhado a que fora o governo Lula, portanto, não há o que temerem os mercados e investidores.
REFERÊNCIA
2.2. Nacional
Destaque para os arrochos e cortes sociais propostos pelo governo federal. Vale destacar que as medidas específicas de crédito, com uso de juros baixos, assim como as garantias de renda mínima nas situações de desemprego, foram diminuídas. Sinal evidente da crise, deixa clara a opção (burguesa) do governo federal em gestão do capital co sacrifício da classe trabalhadora.
Atenção à nota técnica do Dieese sobre o aumento do valor real do salário mínimo. Num intervalo entre 2003 e 2014, ainda que o salário mínimo hoje esteja num valor maior que no começo do período assinalado, a tendência tem sido sempre a diminuição do seu valor real.
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2.2.1. Crise hídrica
Na região sudeste, em especial no Estado de São Paulo, a gravidade da crise hídrica implicará em medidas urgentes dos governos. Mergulhados em ideologia burguesa do tipo neoliberal, com quase absoluta desregulamentação da economia e privatização de serviços estratégicos, o governo tucano paulista experimenta o amargo gosto de suas políticas públicas falidas. Empresariado já anuncia a saída do Estado, com inevitável prejuízo fiscal. É a prova definitiva da exaustão da forma tucana de governar, ainda que, impressionantemente, Alckimin tenha sido reeleito em primeiro turno com impressionantes quase 60% dos votos. Não cabendo aqui tal análise, vale destacar o peso das mídias hegemônicas a favor do tucano, pela blindagem ideológica, desviando-se o problema da fracassada política privatizante para questões unicamente climáticas e naturais.
REFERÊNCIAS
3. ESTRUTURA IDEOLÓGICA
3.1. Internacional
No contexto da crise do capitalismo, verificamos a ascensão de ideologias autoritárias e do tipo fascista. Assim, alguns acontecimentos na Europa demonstram a ausência de ideologias assemelhadas ao fascismo.
O caso francês, depois dos atentados contra o Charlie Hebdo, traz várias movimentações da extrema direita. Nos EUA, o levante de ideologias racistas, voltadas à supremacia da raça branca.
Ainda no contexto da crise, o militarismo marcha ininterruptamente. A corrida armamentista russa, a retomada de atividades militares internacionais pelo Japão, o tensionamento nas fronteiras entre as duas Coréias, o desenvolvimento de tecnologia militar pelos EUA.
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3.2. Nacional
A reprodução das ideologias autoritárias assumem suas muitas formas no caso brasileiro. O racismo, a homotransfobia, o machismo, a misoginia e certos casos de xenofobia são fenômenos recorrentes.
Em especial, vale destaque para a incorporação, pelas práticas ideológicas religiosas, destas formas de opressão.
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4. LUTAS E RESISTÊNCIAS
4.1. Internacional
Destacamos as greves e formas de organização dos trabalhadores na China. Ainda, Angela Davis, ex-Panteras Negras, e sua luta dentro do território estadunidense contra o imperialismo. Por fim, a heróica resistência curda, com destaque aos batalhões femininos.
4.2. Nacional
Frisamos as greves dos operários da Volkswagen, assim como a luta conta o aumento das tarifas, com especial destaque para o caso paulistano. A indiscriminada violência policial (com uso de bombas e tiros em lugares confinados, quando a recomendação internacional dos órgãos burgueses de repressão sempre fora evitar o pânico em multidão confinada) e cegamente repressiva (a ponto da polícia conseguir ferir com gás seus próprios agentes) demonstra a natureza da ideologia política nacional: militarizada, autoritária e violenta contra a classe trabalhadora.
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5. LAZER E HUMOR
Tanto bem satírico quanto bem ácido jornal O Badernista é o nosso destaque da semana. Mas há diversas fontes anônimas satirizando os desmandos e arbitrariedades da burguesia, sua ideologia e agentes sociais.
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